Marilene: a menina do calendário
Ai, ai, ai! Que eu não estou a gostar nada disto! Já para não falar da música, porque, quando o Senhor Manel está na oficina, valha-nos Santa Luísa de Marillac! Eu ainda tenho esperanças do Senhor Manel ser o meu rico pai, mas o gosto para música, devo tê-lo herdado do outro. A minha mãezinha (que está no Céu, Nosso Senhor a guarde!), também, não era boa de ouvido. Devem ter sido os passeios no carocha e o vento a passar-lhes rente aos ouvidos... Ai se devem! Mas o que me arrelia mesmo é pensar que, além de ter de competir com a galdéria escanzelada, agora tenho, também, de competir com o jeitoso de perna afiada, que vem aí de mês a mês mudar o óleo ao MG B. Olha, olha! Mudar o óleo de mês a mês! Está bem que o rapaz herdou aquilo do pai, que já lhe dava um certo uso pelas matas, mas mesmo assim, eu já tinha percebido os olhares que ele manda ao meu Tózinho! Ah, pois! Mas ainda tinha esperança que o Tózinho tivesse esquecido aquelas experiências de há uns anos atrás... atrás... Ai, Ibeson, e agora, o que é que eu faço?!