Tó Manel

Não curto nada ditados, provérbios e essas merdas, acho que são desculpas estúpidas para a malta não ter que pensar. Pior, são a resposta daquelas velhas chatas, em vez de dizerem alguma coisa de jeito, respondem com um “é preciso é ter saudinha” ou então um provérbio, passo-me. Cultura popular, pois sim, diz antes ignorância acumulada. Agora, que dizer patrão fora dia santo na loja faz sentido, até faz. O cabrão do Manel mal põe cá os butes, e depois queixa-se que isto tá difícil. Pois tá, o caralho do brasileiro não faz ponta quando ele cá não está e eu que me foda. O Viagra foi a melhor coisa que aconteceu ao Manel nos últimos tempos, só que em vez de o gastar em casa anda por aí a meter a pasta dele no grelo das outras.
Esta cena não me entra na cabeça, um gajo pagar pra foder? Preferia bater punhetas o resto da vida do que andar a enfiá-lo em buracos onde anda outro meio mundo a enfiar o deles. E pagar? É triste, é mesmo triste um gajo que paga pra foder, falhados do caralho. Nem uma gaja conseguem arranjar… a vida da banda tem destas coisas, de falta de sexo não me posso queixar. Está bem que não temos groupies aos milhares, aos gritos, ser só escolher quem queremos levar para o quarto do hotel, partir aquela merda toda. A minha vida com a banda não é lá muito rock n’ roll, mas a zero nunca fico. Agora, mesmo que não faças nada disto, pelo menos aguentar até encontrar alguém aguento, pagar é não conseguirmos ser mais que animais.
Mas nojo, nojo, metem-me aqueles gajos, gordos, que casaram com uma gaja horrível, têm o seu A3 TDI, se a vida lhes corre bem um A6, e volta meia volta vão às putas com os seus amigos igualmente nojentos. A ideia dos gajos de sair à noite é ir ao Passerelle, gajas e o caralho, nem tenho palavras para descrever o que penso deles (Tó, tenta execráveis, não sabes o que é, mas tenta na mesma)… olha, são execráveis. Não conseguem engatar gajas a sério, a única que conseguiram foi um favor que lhe fizeram porque mais ninguém lhe pegava, e entretanto andam a foder com putas. Topam-se a milhas, charuto, whiskeyzinho, cabelinho puxado pra trás com gel, encaracolado ao fundo. Mas casaram, têm um bom emprego e uma casa na Expo. É por estas e por outras que acho o que acho do casamento. Se tens uma relação e não és um completo filho da puta, não faz diferença nenhuma, não é pelo papel que vais deixar de ser quem és. É a merda da sociedade a querer que sejas mais um dos deles. Estás casado, podes ser um cabrão, mas és uma pessoa respeitável. Não devia fazer diferença nenhuma, se estás numa relação com alguém, se gostas da pessoa não a enganas. Ponto. Se aparecer alguém, das duas uma, ou esqueces ou dizes, vais enganar a pessoa de quem supostamente gostas? Pior, com uma puta? Foda-se!
Claro que se estás numa relação com outras regras é outra história, se aceitas à partida que a cena não é séria, e isso fica bem claro para os dois, então a cena é outra. Claro que depois de te foderem duas ou três vezes deixas de ser capaz de fazer de outra maneira, mas ao menos deixo isso bem claro de início. É a hipocrisia da sociedade que faz com que estas merdas nunca sejam assim. Parece que as aparências é que são sempre importantes, não quem tu realmente és. Se gostas de alguém gostas, se é só para passar um bocado nice passas, mas não precisas de andar a enganar ninguém. Sim, que estas merdas magoam, bem sei. Mesmo quando as regras são claras, é difícil ninguém ficar magoado, mas ao menos as regras são claras, e não andas a ser um hipócrita do caralho.

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