Alcino Lopes
Tou aqui a contemplar a gaja do calendário e está-me a dar uma certa vontade de a foder, mesmo em formato calendário (abre-se um buraco e está o problema resolvido) e não consigo encontrar nada que me impeça, a não ser toda uma sociedade que me oprime e limita a minha liberdade individual de me relacionar com o outro (pareço um intelectual de café dos anos 70 a falar, ou um hippie...).
Ponho-me a pensar de onde vem esta repressão em relação ao sexo. Porquê toda esta atitude de esconder uma coisa bonita, perfeitamente natural, um impulso perfeitamente saudável do ser humano de se relacionar com o "outro"? Porque é que um gajo não pode andar por aí a foder pelos cantos como os bichos? Porque é que temos de controlar os nossos impulsos para podermos viver em sociedade? Os cães não têm problemas, se têm vontade fodem (ou cagam) onde tiver de ser, nem que seja em plena rua, e para foder nem faz diferença ser cão ou cadela. Porque é que temos de ser diferentes (eu sei, não andamos em 4 patas, temos o polegar e um cérebro um pouco mais desenvolvido), mas (e isto é só uma ideia) e se fosse perfeitamente normal andarmos nus pela rua (e não defendo o naturismo, nem que seja pelo frio que ia ter) e copularmos com quem nos desse na gana, com quem nos desse tesão? De onde vem toda esta vergonha que sentimos de mostrar o próprio corpo e de tocarmos uns nos outros (é que para mim tocar em, ou ser tocado por alguém é nojento)?
Mas agora que penso nisso, não é só em relação ao sexo que temos esta percepção, é em relação a tudo o que diga respeito ao que sai do nosso corpo, sangue, merda, mijo, ranho, unhas, cuspo, suor, esperma, etc. E em relação ao corpo em si - pés são uma coisa nojenta para muita gente, assim como o olho do cú, assim como o nariz, ou os sovacos, ou as orelhas... E isto só leva a que criemos gajos com fobias ao próprio corpo, a partes dele ou ao que dele sai (ou nele entra). Porque é que a merda cheira mal? Ou melhor, porque é que fomos condicionados a considerar repulsivo o cheiro da merda? Não quero dizer que ache normal qualquer gajo que obtenha prazer com a própria merda (ou com a dos outros - já agora, chama-se isto coprofilia, do grego "kopros", que significa merda, sendo "merda" um galicismo - a puta da minha prof de português estaria agora orgulhosa de mim...), mas porque é que sentimos necessidade de criar este sentimento de repulsa em relação ao nosso corpo? É que se não sentimos nojo dele passamos para o outro extremo de obsesssão doentia em tudo ao que ao corpo diga respeito, e a merdas que classificamos de doentias (como fetiches, por exemplo, porque é que um gajo que gosta de cabedal e de ser chicoteado é doente?) com ele relacionadas. De onde vem a necessidade de reprimir a curiosidade do ser humano em relação ao próprio corpo, a necessidade de tornar o corpo uma coisa nojenta de onde sai merda e mijo (mas onde entra comida e bebida que já são coisas boas), de onde sai esperma e fluidos vaginais (mas onde são concebidos os bebés que são uma coisa boa, nem que seja por serem a continuação da espécie). Com tanta repressão acabámos por perder algumas coisas importantes como o sentido do cheiro (que os animais ainda conservam e com isso sabem quando as fêmeas estão com vontade de foder), que já só nos serve para detectar odores fortes que nos causam atracção (como os perfumes) ou repulsa (como a merda). Sentimos necessidade de disfarçar o nosso próprio cheiro com perfumes (embora eu tenha de aturar bastantes gajos/as que ainda não sabem o que essa merda é!), mas experimentem a chegar perto de alguém que conheçam e cheirar essa pessoa (como os cães fazem para se cumprimentar, sem ser necessariamente cheirar o cú), o que acontece é: a) ela pensa que conhece um tarado, ou b) ela lembra-se que não lavou bem os sovacos de manhã. Para mim cheirar uma gaja, mesmo que cheire a perfume, dá-me tesão, mas elas costumam apenas achar que eu sou só mais um tarado... E só de estar a falar nestas merdas já estou a ver a cara de nojo da gaja do calendário, na sua pose altiva de quem nem deve saber o que é foder... mas eu bem que lhe explicava... qualquer dia estou igual ao braza, a fingir que vai cagar de calendário debaixo do braço. Perdemos completamente a referência em relação ao que somos (porque em relação a quem somos nunca fizemos puto de ideia...). Ao menos os bichos ainda conservam isso e nós, para nos sentirmos superiores, dizemos que aquilo é só instinto, que eles não têm noção do que estão a fazer. Nós complicámos tanto as merdas que hoje em dia o sexo é tudo menos o que deveria ser, ou seja, a forma de perpetuarmos a espécie (visão puramente heterossexual da coisa), ou ainda mais simples que isso, uma forma de duas (ou mais) pessoas comunicarem uma(s) com a(s) outra(s), ou simplesmente uma reacção social (ou simplesmente animal) à atracção que alguém provoca em nós (a gaja é boa, então vou lá e fodo-a).
E esta merda toda porquê? Porque levei mais uma nega daquela badalhoca do 5º esquerdo! Puta de merda, já mamou na gaita do resto dos gajos do prédio, mas a mim... nem pensar nessa merda!
Diz que é uma mulher de respeito (pedir-lhe um brochezito não é bem faltar ao respeito), que sexo... nha nha nha não sei o quê... casamento (foda-se!!!). A gaja quer o pito e as mamas (e o cú) para quê? A cona não lhe serve só para mijar, as mamas não servem para dar leite aos filhos (para ter filhos há que foder minha senhora!) e o cú não serve só para cagar.
Ao menos a gaja do calendário não ia protestar muito, mas tenho receio que o braza, consumido pelo ciúme, faça uma loucura (agora pareço o argumento de uma novela brasileira manhosa).
Por falar nesse gajo, já começo a ficar farto daquela história de me ter esquecido de pôr água no depósito do limpa pára-brisas, Um gajo não se pode esquecer de nada que é logo gozado como se fosse atrasado mental (ou como se fosse uma gaja - tá bem que um esquecimento desses é mesmo coisa de gaja, mas ainda assim...). À conta dessa merda estou aqui outra vez e lá se vai mais um bocado do meu ordenado que não gasto em copos (sim, já que não faço mais nada...).
Ponho-me a pensar de onde vem esta repressão em relação ao sexo. Porquê toda esta atitude de esconder uma coisa bonita, perfeitamente natural, um impulso perfeitamente saudável do ser humano de se relacionar com o "outro"? Porque é que um gajo não pode andar por aí a foder pelos cantos como os bichos? Porque é que temos de controlar os nossos impulsos para podermos viver em sociedade? Os cães não têm problemas, se têm vontade fodem (ou cagam) onde tiver de ser, nem que seja em plena rua, e para foder nem faz diferença ser cão ou cadela. Porque é que temos de ser diferentes (eu sei, não andamos em 4 patas, temos o polegar e um cérebro um pouco mais desenvolvido), mas (e isto é só uma ideia) e se fosse perfeitamente normal andarmos nus pela rua (e não defendo o naturismo, nem que seja pelo frio que ia ter) e copularmos com quem nos desse na gana, com quem nos desse tesão? De onde vem toda esta vergonha que sentimos de mostrar o próprio corpo e de tocarmos uns nos outros (é que para mim tocar em, ou ser tocado por alguém é nojento)?
Mas agora que penso nisso, não é só em relação ao sexo que temos esta percepção, é em relação a tudo o que diga respeito ao que sai do nosso corpo, sangue, merda, mijo, ranho, unhas, cuspo, suor, esperma, etc. E em relação ao corpo em si - pés são uma coisa nojenta para muita gente, assim como o olho do cú, assim como o nariz, ou os sovacos, ou as orelhas... E isto só leva a que criemos gajos com fobias ao próprio corpo, a partes dele ou ao que dele sai (ou nele entra). Porque é que a merda cheira mal? Ou melhor, porque é que fomos condicionados a considerar repulsivo o cheiro da merda? Não quero dizer que ache normal qualquer gajo que obtenha prazer com a própria merda (ou com a dos outros - já agora, chama-se isto coprofilia, do grego "kopros", que significa merda, sendo "merda" um galicismo - a puta da minha prof de português estaria agora orgulhosa de mim...), mas porque é que sentimos necessidade de criar este sentimento de repulsa em relação ao nosso corpo? É que se não sentimos nojo dele passamos para o outro extremo de obsesssão doentia em tudo ao que ao corpo diga respeito, e a merdas que classificamos de doentias (como fetiches, por exemplo, porque é que um gajo que gosta de cabedal e de ser chicoteado é doente?) com ele relacionadas. De onde vem a necessidade de reprimir a curiosidade do ser humano em relação ao próprio corpo, a necessidade de tornar o corpo uma coisa nojenta de onde sai merda e mijo (mas onde entra comida e bebida que já são coisas boas), de onde sai esperma e fluidos vaginais (mas onde são concebidos os bebés que são uma coisa boa, nem que seja por serem a continuação da espécie). Com tanta repressão acabámos por perder algumas coisas importantes como o sentido do cheiro (que os animais ainda conservam e com isso sabem quando as fêmeas estão com vontade de foder), que já só nos serve para detectar odores fortes que nos causam atracção (como os perfumes) ou repulsa (como a merda). Sentimos necessidade de disfarçar o nosso próprio cheiro com perfumes (embora eu tenha de aturar bastantes gajos/as que ainda não sabem o que essa merda é!), mas experimentem a chegar perto de alguém que conheçam e cheirar essa pessoa (como os cães fazem para se cumprimentar, sem ser necessariamente cheirar o cú), o que acontece é: a) ela pensa que conhece um tarado, ou b) ela lembra-se que não lavou bem os sovacos de manhã. Para mim cheirar uma gaja, mesmo que cheire a perfume, dá-me tesão, mas elas costumam apenas achar que eu sou só mais um tarado... E só de estar a falar nestas merdas já estou a ver a cara de nojo da gaja do calendário, na sua pose altiva de quem nem deve saber o que é foder... mas eu bem que lhe explicava... qualquer dia estou igual ao braza, a fingir que vai cagar de calendário debaixo do braço. Perdemos completamente a referência em relação ao que somos (porque em relação a quem somos nunca fizemos puto de ideia...). Ao menos os bichos ainda conservam isso e nós, para nos sentirmos superiores, dizemos que aquilo é só instinto, que eles não têm noção do que estão a fazer. Nós complicámos tanto as merdas que hoje em dia o sexo é tudo menos o que deveria ser, ou seja, a forma de perpetuarmos a espécie (visão puramente heterossexual da coisa), ou ainda mais simples que isso, uma forma de duas (ou mais) pessoas comunicarem uma(s) com a(s) outra(s), ou simplesmente uma reacção social (ou simplesmente animal) à atracção que alguém provoca em nós (a gaja é boa, então vou lá e fodo-a).
E esta merda toda porquê? Porque levei mais uma nega daquela badalhoca do 5º esquerdo! Puta de merda, já mamou na gaita do resto dos gajos do prédio, mas a mim... nem pensar nessa merda!
Diz que é uma mulher de respeito (pedir-lhe um brochezito não é bem faltar ao respeito), que sexo... nha nha nha não sei o quê... casamento (foda-se!!!). A gaja quer o pito e as mamas (e o cú) para quê? A cona não lhe serve só para mijar, as mamas não servem para dar leite aos filhos (para ter filhos há que foder minha senhora!) e o cú não serve só para cagar.
Ao menos a gaja do calendário não ia protestar muito, mas tenho receio que o braza, consumido pelo ciúme, faça uma loucura (agora pareço o argumento de uma novela brasileira manhosa).
Por falar nesse gajo, já começo a ficar farto daquela história de me ter esquecido de pôr água no depósito do limpa pára-brisas, Um gajo não se pode esquecer de nada que é logo gozado como se fosse atrasado mental (ou como se fosse uma gaja - tá bem que um esquecimento desses é mesmo coisa de gaja, mas ainda assim...). À conta dessa merda estou aqui outra vez e lá se vai mais um bocado do meu ordenado que não gasto em copos (sim, já que não faço mais nada...).