Alcino Lopes
Vou de ferias. Ainda bem, porque já estava um bocado farto de trabalhar (ao contrário destes gajos aqui na oficina que parece que não precisam de o ganhar ao fim do mês).
Também, quem é que consegue estar num sítio que tem RFM a tocar durante o puto do dia inteiro? Puta que pariu, ando a ouvir a mesma merda da mesma música-de-ir-ao-cú há já um mês!!! É preciso ter coragem para não chegar de manhã e partir aquela merda toda até encontrar o caralho do rádio. Nem sei como é que os utentes agunentam aquela merda, e os gajos nunca lá estão mais de 5 minutos seguidos...
Mas que merda é aquela afinal? “Grandes Músicas”? Onde, caralho?!? Na Roménia? “Música Nova”?!? Quando? Em 1932?!? E já agora, numa merda de rádio que tem 50 locutores durante o dia, é preciso cada um dos cabrões passar exactamente as mesmas músicas-de-ir-ao-cú que os outros 49 panascas acabaram de passar?!? E gramo esta merda o dia inteiro, cinco dias por semana, todas as putas das semanas do ano com excepção das férias. O que vale é que a hora de saída é às cinco e meia, senão ainda tinha de mamar com o “momento de reflexão” (um cabrão com voz de padreco pedófilo a começar aquela merda sempre com um “já agora…”), isso sim, seria a gota de água.
E não há como escapar àquela merda. O serviço é só “ranços” lá a trabalhar, em casa deles de certeza que os filhos ouvem aquela merda, e os gajos/as, para darem aquele ar de modernidade e que são uns gajos actuais, aqui vai rádio de merda e música de merda para toda a gente. O problema é não ser eu a mandar, é o eterno problema da democracia, acabas por cair na mediocridade da maioria, mesmo que não queiras.
Ao menos aqui na oficina ainda se vai ouvindo a telefonia a passar umas coisas bem valentes (com uma ou outra excepção, algumas à minha conta), se não fosse assim acho que já não andava aqui a aturar estes caralhos (mas já vi que o problema da falta de vontade de trabalhar não é da música, que estes gajos ouvem boa música o dia inteiro e usam essa merda como desculpa para andarem sempre todos fodidos a cair pelos cantos).
Sim, porque o meu veículo não sabia o que era uma oficina até ter vindo parar aqui e agora parece um daqueles drogadolas que se vê sempre a caminho do acampamento cigano, para arranjar produto. Ás vezes fico com a impressão que o cabrão do carro se fode de propósito só para poder vir aqui à oficina e ter o braza a soprar no tubo do gasóleo, para “desentupir”…
Mas vou de férias e isso é que importa. Praia, papo pró ar e gajas em bikini (para variar um bocado da Miss Calendário de Camionista ’47) durante umas semanas. É a sorte de um gajo trabalhar para alguns serviços do estado, pode-se tirar férias quando se quer e quem fica que se foda com o trabalho. Pode ser que desenrasque uma gaja qualquer para me mudar o óleo (ou isso ou vou ter mesmo de investir no raio da boneca insuflável…). De qualquer maneira já sei que quando voltar o carro vai estar a precisar passar aqui na oficina, a ver como andam as coisas nessa altura.
Também, quem é que consegue estar num sítio que tem RFM a tocar durante o puto do dia inteiro? Puta que pariu, ando a ouvir a mesma merda da mesma música-de-ir-ao-cú há já um mês!!! É preciso ter coragem para não chegar de manhã e partir aquela merda toda até encontrar o caralho do rádio. Nem sei como é que os utentes agunentam aquela merda, e os gajos nunca lá estão mais de 5 minutos seguidos...
Mas que merda é aquela afinal? “Grandes Músicas”? Onde, caralho?!? Na Roménia? “Música Nova”?!? Quando? Em 1932?!? E já agora, numa merda de rádio que tem 50 locutores durante o dia, é preciso cada um dos cabrões passar exactamente as mesmas músicas-de-ir-ao-cú que os outros 49 panascas acabaram de passar?!? E gramo esta merda o dia inteiro, cinco dias por semana, todas as putas das semanas do ano com excepção das férias. O que vale é que a hora de saída é às cinco e meia, senão ainda tinha de mamar com o “momento de reflexão” (um cabrão com voz de padreco pedófilo a começar aquela merda sempre com um “já agora…”), isso sim, seria a gota de água.
E não há como escapar àquela merda. O serviço é só “ranços” lá a trabalhar, em casa deles de certeza que os filhos ouvem aquela merda, e os gajos/as, para darem aquele ar de modernidade e que são uns gajos actuais, aqui vai rádio de merda e música de merda para toda a gente. O problema é não ser eu a mandar, é o eterno problema da democracia, acabas por cair na mediocridade da maioria, mesmo que não queiras.
Ao menos aqui na oficina ainda se vai ouvindo a telefonia a passar umas coisas bem valentes (com uma ou outra excepção, algumas à minha conta), se não fosse assim acho que já não andava aqui a aturar estes caralhos (mas já vi que o problema da falta de vontade de trabalhar não é da música, que estes gajos ouvem boa música o dia inteiro e usam essa merda como desculpa para andarem sempre todos fodidos a cair pelos cantos).
Sim, porque o meu veículo não sabia o que era uma oficina até ter vindo parar aqui e agora parece um daqueles drogadolas que se vê sempre a caminho do acampamento cigano, para arranjar produto. Ás vezes fico com a impressão que o cabrão do carro se fode de propósito só para poder vir aqui à oficina e ter o braza a soprar no tubo do gasóleo, para “desentupir”…
Mas vou de férias e isso é que importa. Praia, papo pró ar e gajas em bikini (para variar um bocado da Miss Calendário de Camionista ’47) durante umas semanas. É a sorte de um gajo trabalhar para alguns serviços do estado, pode-se tirar férias quando se quer e quem fica que se foda com o trabalho. Pode ser que desenrasque uma gaja qualquer para me mudar o óleo (ou isso ou vou ter mesmo de investir no raio da boneca insuflável…). De qualquer maneira já sei que quando voltar o carro vai estar a precisar passar aqui na oficina, a ver como andam as coisas nessa altura.