Alcino Lopes
Faz tempo que não te via pá, mas isto não tem andado para brincadeiras. Não é que aqueles fascistas de merda agora querem que eu apareça no serviço e que trabalhe enquanto lá estou?!? Nem tempo tenho tido para coçar os tomates. Ocupo-me demasiado a pensar em maneiras alternativas de me esquivar ao trabalho. É que parecendo que não, é coisa que cansa.
Não pá, não tem nada a ver com essa merda de controlos pidescos de correio electrónico. Essa merda, pelo que me contaram, é mais uma notícia requentada, daquelas que os jornais gostam de publicar apenas para agitar as águas. Ao bom estilo do controlo de massas através dos meios de comunicação social… são os anarcas a espalhar a confusão usando as técnicas dos fascistas… é muito “ismo” à mistura.
Essa história de andarem a vasculhar o correio electrónico dos gajos do fisco parece que já vem dos tempos do Paulo Macedo (aquele gajo do BCP que contrataram para actualizar os métodos de extorquir dinheiro aos contribuintes).
Esse banqueiro manhoso e deficiente não gostou que um daqueles gajos em quem ele supostamente mandava tivesse espalhado a vida fiscal dele nos jornais e quis saber se tinha sido mesmo alguém da própria casa a chibar-se.
Um juiz acéfalo achou que a melhor maneira de fazer a coisa seria ao bom e velho estilo PIDE-DGS e vai daí mandou analisar a base de dados do correio electrónico do fisco e deu em nada porque a cópia de segurança de mensagens apagadas parece que só era mantida durante 8 dias (fora as que seriam individualmente arquivadas por cada utilizador). Resultado: quando despacho foi dado já as eventuais mensagens de chibanço tinham ido pró galheiro e o gajo ficou a chuchar no dedo. E também não me parece que quem fizesse isso fosse usar o correio do serviço (embora haja lá Einsteins bem capazes de terem considerado a hipótese… épá, se tivemos juízes que mandaram investigar isso como sendo uma possibilidade, porque é que não pode haver lá gajos com o calibre intelectual de um juiz?!?). No fim gastou-se dinheiro com nada e empatou-se o tempo de um tribunal com uma merda sem jeito nenhum… é o costume.
E não se percebe porque é que esta merda está a ser falada agora de novo.
Eu estou-me a cagar se alguém lê o que escrevo ou não… Os gajos não vão entender metade do que lá está dito. E se entenderem também vão entender que é para se rirem com a coisa e mais nada. Se o problema é ofender alguém não se podem queixar, que eu para ofender não sou de favoritismos – ofendo toda a gente.
Também não me importo que vejam os mails que recebo - pelo menos que haja mais alguém para além de mim a masturbar-se com a boa pornografia que me enviam.
E juízes virem para jornais e tal, comentar e usarem esses chavões de sermos meros códigos de barras é outra palhaçada. Dizem isso como se fosse uma grande novidade… nós sempre fomos números (passar a ser código de barras é upgrade) e sempre fomos tratados como tal. O merdetíssimo juiz devia ter-se lembrado disso quando ele ou um seu distinto colega autorizaram por despacho que fossemos assim tratados… vir agora chamar (e, por conseguinte auto-intitular-se) fascista (é por outras palavras mas é isso que o gajo quis dizer) a um colega de profissão parece-me… mmm, estúpido!
Mas conta lá cabrão, como é que vai a tua vida? O que é que tens feito? Continuas mergulhado até aos cotovelos em óleo queimado e fibra de vidro ou cagaste na herança do Manel e já te lançaste por conta própria como o novo Marco Paulo?
Ainda tens o estaminé aberto? Tenho de lá levar a sucata para mudar o óleo. Tenho-me esquecido e aquela merda já deve estar mais queimada que a pelo do gajo que elegeram para mandar na América. E por falar em mudar o óleo, tenho de passar na Madame Filipa para tratar disso também, que a “Nicole” de borracha que comprei à 15 dias também já estourou (ainda estou para perceber de que raio é que os gajos fazem aquilo que não dura nada) e eu ando a ficar um bocado “enqueijado”.